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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Os Falsos Profetas


Nesses dias atuais, é evidente o tamanho de distorções bíblicas, teológicas, doutrinárias e, principalmente, em relação aos dons espirituais, os quais estão relacionados na palavra de Deus em 1 Co 12. Os dons do Espírito são bíblicos e necessários para a edificação da Igreja e dos santos, no entanto, eles estão sendo deturpados e empobrecidos através de muitos falsos profetas que se tem levantado no meio da igreja.Isso, porém, não deve causar temor, pois o próprio Cristo disse 14 vezes nos Evangelhos, advertências aos seus discípulos para se precaverem dos falsos líderes ou líderes enganadores, os quais estão agindo no meio do rebanho de Deus. Deve-se, então,combater essas distorções e falsas manifestações pela própria palavra do Senhor.
Está registrado em Deuteronômio 18.22 que “quando o tal profeta falar em nome do SENHOR, e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou o tral profeta; não tenhas temor dele”. Nesse texto é possível verificar, inicialmente, três aspectos de um falso profeta:
01 - A palavra não se cumprirá e nem sucederá da forma dita.
02 - Não é o Senhor que fala atráves dele.
03 - Esse fala com soberba.
Assim, o texto recomenda para não se ter medo dos falsos profetas, pois o impostor pode causar temor nas pessoas pelo hábito e força da profecia em seu teor ministerial e espiritual.


I - Recomendações e advertências dadas por Cristo.
Dita 14 vezes nos Evangelhos.
No evangelho de Mateus 7.15-23, Cristo adverte os seus discípulos acerca dos falsos profetas e mostra uma radiografia para identificar um deles :
-Cara de ovelha, comportamento de lobo (v. 15)
-Seus frutos são rejeitados pelo Senhor (vv. 16-20)
-Se dizem servos de Deus,mas não fazem a sua vontade (vv. 21,22)
-Usam o nome de Deus para profetizar, expulsar os demônios e operar maravilhas (v. 22)
-Praticam a iniquidade, logo, não entrarão no Reino dos céus (v. 23)


II - Sobre os falsos profetas.
-O falso é uma imitação do verdadeiro. Pode-se até falar em nome de Deus, porém, na realidade, não provém de Deus.
-A falsa profecia, que não provém de Deus, leva o povo ao engano e é demasiadamente desprovida da verdade.
-No contexto bíblico, os falsos profetas  sempre estiveram no meio de Israel, e assim, contextualizando para os dias de hoje, eles estão no meio da Igreja.
-Deturpam a mensagem de Deus (bíblica e falada).
-Os falsos profetas pregam que as bençãos de Deus são incondicionais e não dependem de arrependimento e nem de santidade. Essas são as mensagens de maior popularidade nos dias atuais.
            Um exemplo biblíco de um falso profeta é Hananias (Jr 27 e 28), que se opôs à mensagem de julgamento pregada por Jeremias, pois esse falso profeta predisse a queda de Babilônia, a volta dos exilados e dos tesouros do templo, e tudo isso dentro de dois anos. Essa mensagem, porém, era totalmente inversa daquilo que Deus disse através de Jeremias. Essa profecia não ocorreu, pois o povo foi levado cativo em 605 a.C e os utensílios foram transportados para a Babilônia em 597 a.C. Hananias era uma pessoa influente, de boa aparência, inteligente e que falava bem. A mensagem de Hananias era exatamente aquilo que o povo queria ouvir (Jr 28.2,3) e por isso, Jeremias diz um sátiro “amém” como que dizendo: “que bom que isso aconteça”, pois assim o povo não seria castigado, mas essa não era a vontade de Deus. Precisa-se mesmo com dores, pregar a mensagem de Deus em sua total verdade.
Jeremias disse que dentro de um ano, Hananias morreria. Passaram-se 2 messes, cumprindo-se a palavra de Jeremias, pois Deus é Justo e cumpre aquilo que fala.
Falsos profetas pregam o que o povo quer ouvir, o que os líderes querem ouvir, mas não falam a vontade de Deus.


III - Objetivos da profecia conforme 1 Co 14.3:
-Edificar.
-Exortar (animar).
-Consolar.


IV - Fontes de origem para doutrinas reveladas na palavra de Deus:
-Divina.
-Humana.
-Demoníaca (1 Tm 4.1-3).


V - Como julgar as profecias?
-Através do crivo da palavra de Deus.
-Através do dom de discernimento espiritual.
-Com base na comunhão com o Senhor.
-Conhecendo a vida do pregador ou profeta.
-O tempo, pois as falsas profecias nunca irão se cumprir.


VI - Por onde começará este julgamento?
-Em 1 Pe 4.17 está a resposta: “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?”. Então o julgamento começará pela casa de Deus.


VII - Sete erros no meio evangélico atual:
-Evangelho da Prosperidade.
-Ecumenismo Religioso.
-Teologiocentrismo.
-Farisaísmo.
-Antropocentrismo.
-Extravagância.
-Experiencialismo.


O apóstolo Paulo tratava os falsos mestres e falsos profetas com ironia e firmeza.
           
            Embora muitos falsos profetas têm surgido nos dias hodiernos, deve-se prosseguir avantes para o alvo que é Jesus, autor e consumador da fé, retendo a palavra de Deus no coração, a fim de resistir os falsos profetas e seus ensinamentos. O Senhor Jesus está as portas e os que praticam a iniquidade não poderão adentrar o Reino dos céus.
No amor de Cristo.

Thiago Vargas de Mello.
            
            

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Verdades Esquecidas.


          As profecias bíblicas estão tendo o seu fiel e cabal cumprimento nos dias atuais (cf. Mt 24.35), indicando que "o fim vem" (cf. Ez 7.2). A Bíblia adverte que nos últimos dias sobreviriam "tempos trabalhosos" (cf. 2 Tm 3.1) e alguns apostatariam da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (cf. 1 Tm 4.1).  O tempo que o apóstolo Paulo predisse chegou: "Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina", 2 Tm 4.3 ARA.

            A falta de compromisso bíblico e doutrinário nas canções e pregações contemporâneas comprova que muitos pregadores e cantores não estão "retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina'" (cf. Tt 1.9). À semelhança de Arão, muitos querem agradar o povo (cf. Ex 32.1-5), deixando de disseminar as verdades centrais da fé cristã e apresentando para as pessoas um pseudo-evangelho recheado de conquistas, milagres, vitória, sonhos, bênçãos e entretenimento (preste atenção como as mensagens e músicas atuais giram em torno desses temas). Um verdadeiro triunfo da promoção do evangelho agradável, triunfalista, antropocêntrico e egocêntrico.
          Enquanto os termos que animam, elogiam e massageiam o ego do crente estão "em alta", a mensagem da cruz, o arrependimento, a regeneração, a renúncia, a santificação, a volta de Jesus Cristo e outras verdades relevantes da fé cristã são temas raros em hinos e sermões. Onde está o evangelho bíblico e cristocêntrico (cf. 1 Co 2.1-5; 15.3,4)? Infelizmente, esquecido por muitos. Haja vista ser uma mensagem que não agrada a maioria, não arranca aplausos e confetes, nem proporciona um exorbitante cachê, tampouco as agendas mais concorridas. Por outro lado, a proclamação da mensagem bíblica de forma fiel e compromissada, produzirá crentes sãos na fé (cf. Tt 1.13), inteirados (cf. 2 Tm 3.14) e sábios para a salvação (cf. 2 Tm 3.15).
          Pouco adianta torcer a verdade com o propósito de conquistar grandes aglomerados humanos (cf. At 20.30, KJA), pois apenas torcem as escrituras para própria condenação (2 Pd 3.16). Jesus, o modelo supremo para todo crente, nunca deixou de pregar a verdade para não perder as multidões (cf. Jo 6.53-69), mas Ele sempre priorizou a verdade (1 Pd 2.22). Embora uma multidão o seguisse (cf. Mt 4.25, 1 Co 15.6), apenas "quase 120 pessoas" (cf At 1.15)  perseveraram em suas palavras (cf. Lc 24.49, At 1.4), porém essas alvoroçaram o mundo (At 17.6), uma vez que anunciaram o evangelho de Cristo que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (cf. At 8.5,Rm 1.16).
          Em tempos em que a eleveção de um evangelho "light e diet" é proeminente em detrimento do verdadeiro evangelho de Cristo, as mensangens que verdadeiramente libertam e edificam estão escassas nos sermões dos "pregadores-animadores-contadores-de-história" e nas canções dos "cantores-ídolos", o conselho do apóstolo Paulo continua firme àqueles que querem se conformar com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo: "Conserva o modelo da sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e na caridade que há em Cristo Jesus." (2 Tm 1.13).
          No amor de Cristo.

Charles Araújo
          

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Maquiavelismo Gospel.


É fato notório que filósofos, amantes do pensamento e até leigos em assuntos filosóficos conhece a famosa frase do pensador renascentista Nicolau Maquiavel: “os fins justificam os meios”. A conhecida frase que diverge em suas interpretações e pontos de vista próprios de cada intérprete faz-se pensar sobre a explicação mais utilizada sobre essa célebre expressão e assim concluindo que este pensamento está alojado na maioria das propostas e dos métodos utilizados por muitas igrejas em nossos dias.
            Nestes dias hodiernos, os quais a Bíblia garante que o quadro clínico espiritual seria grave, muitos lobos cruéis entram no meio do rebanho (cf. At  20.29), propagando seus próprios ensinamentos, doutrinas de demônios,falsos  evangelhos e falácias doutrinárias (cf. Gl 1.8, 1 Tm 4.1, 2 Tm 4.3, Tt 1.14), esquecendo-se, assim,  da cruz, do calvário, do combate ao pecado, da santificação e da volta de Jesus (cf. 2 Tm 4.4), acarretando num grande número de pessoas persuadidas e enganadas que se distanciam cada vez mais das verdades bíblicas (2 Pd 2.2).
            É deveras preocupante ver as multidões procurando um evangelho fácil, o qual predomina em muitos púlpitos que são dirigidos por líderes que seguem à risca o pensamento maquiavélico, uma vez que o importante é a quantidade e o grande crescimento numérico de membros de suas igrejas, e não a conversão verdadeira das pessoas. O pensamento vigente é: ter um tremendo crescimento mediante a apresentação de um evangelho de facilidades e entretenimento, promovendo shows gospel, fãs clube e atrativos fáceis, um evangelho de verdades omitidas e encobrimentos de erros, onde os pregadores “passam as mãos” na cabeça das pessoas e não denunciam o pecado, ocasionando num imenso desenvolvimento numérico, porém sem qualidade e morto espiritualmente. Definitivamente, líderes que usam meios que deturpam o evangelho de Cristo a fim de que haja um grande número de “conversões”, perderam a visão espiritual do Reino de Deus.
            Muitos meios utilizados para alcançar o maior número de pessoas, desfiguram o foco da Igreja. Por exemplo, lugares onde deveriam ser casa de oração (cf. Mt 21.13) estão se transformando em palcos de shows, com luzes, fumaça, danças, empurra-empurra e pula-pula, sendo uma verdadeira bagunça, fugindo totalmente daquilo que a Bíblia propõe (1 Co 14.40). Segundo Romanos 12.1, “Rogo-vos, pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional”, entende-se que não é questão de ser extremista, mas  de expor a realidade de muitas igrejas hodiernas que estão distantes daquilo que foi proposto por Cristo Jesus.  Cultos onde não há mais exposição da Palavra de Deus, pois as músicas antropocêntricas e canções intermináveis tomam conta de toda a liturgia, e na euforia momentânea, muitas pessoas choram e imaginam estarem vivendo um grande avivamento, no entanto, após o “culto”, chegando às suas casas, não conseguem se desprender das coisas desta vida, não têm uma vida de oração e meditação nas Sagradas Escrituras e tampouco conseguem vencer o pecado, pois não experimentaram um autêntico avivamento, que só pode ser originado da Palavra de Deus.
            Hoje em dia, diz-se que é preciso criar atrativos para atrair o povo, principalmente os jovens, trazendo novidades que acabam modificando o evangelho para uma versão mais agradável e aceitável, um “evangelho fácil” de benefícios, bênçãos sem fim, prosperidade, bens terrenos e divertimentos. Isso, porém, não é evangelho cristocêntrico e nem bíblico, pois a decisão por Cristo não deve ser motivada por nenhum interesse próprio ou benefício, mas pelo verdadeiro arrependimento, conversão, regeneração e santificação, obras peculiares realizadas pelo Espírito Santo, aquele que convence o homem do pecado (cf. Jo 16.8). O meio mais eficaz a fim de se achegar a Deus continua (sempre continuará) sendo Jesus Cristo, pois Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”, Jo 14.6. O único meio, portanto, que leva o homem ao céu e o aproxima de Deus chama-se Jesus Cristo, o mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5).
No amor de Cristo.

Thiago Vargas de Mello