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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Socorro, não aguento mais cantar corinhos!


Vivemos mesmo numa época de ignorância, de obscuridade intelectual e de irracionalismo. Infelizmente, a ignorância tem se tornando jóia cultivada neste país, e os mais pensantes são cada vez mais postos de lado.



Quando um político de expressão nacional diz que livro é como academia de ginástica: a gente olha e foge, é porque a coisa ficou feia mesmo. O pior é que a ignorância é cultivada com arrogância. Parece que quanto mais ignorante, mais digno de crédito. E a espiritualidade evangélica tem se distanciado do pensar, que tem sido cada vez mais visto como ato carnal, quando não diabólico. A ignorância está em alta. Está difícil ser evangélico, também, hoje, a quem é pensante.


Ouvi no noticiário televisivo: um rapaz de vinte e poucos anos, gaúcho, estudante de Teologia na Bolívia, desapareceu nos Andes, quando fora escalar uma montanha de 6.300 metros. O rapaz não tem experiência alguma de alpinista, e ainda assim foi sozinho porque, segundo a mãe, queria ter uma experiência com o Espírito Santo, queria encontrar o Espírito Santo. Como achou que ele é boliviano e mora nos Andes foi fazer a escalada.


Com todo respeito: o que leva a uma pessoa a sair do Rio Grande do Sul onde há bons seminários, passando pelo Paraná, onde também os há, e ir estudar Teologia na Bolívia? Respeitosamente: desde quando a Bolívia tem expressão em ensino teológico? Este jovem não tinha um pastor que o orientasse? E o que leva alguém, sem experiência alguma, a escalar sozinho uma montanha de 6.300 metros para encontrar o Espírito Santo? De onde lhe veio a idéia de que numa montanha encontraria o Espírito? E como convertido e aparentemente vocacionado, ainda não encontrara o Espírito? O que ensinaram a este jovem na igreja e depois no seminário? Sei que a família está sofrendo e que é hora de consolar, mas não posso deixar de dizer: quanta gente tonta, sem noção das coisas, e usando a espiritualidade como pretexto para a falta de juízo! Mas isto é reflexo do cristianismo que pregamos e cantamos hoje em dia. Cantamos autênticos absurdos teológicos e que se chocam contra a Bíblia, e ficamos por isto mesmo. As pessoas não pensam no que cantam, mas se apenas o ritmo é bom, agitado e as faz sentirem-se bem.


Temos um cristianismo cada vez mais sem Cristo, e cada vez mais com o Espírito Santo, sendo que por Espírito Santo as pessoas entendem uma experiência extra-sensorial. Porque uma experiência com o Espírito aproxima mais de Cristo, pois esta é sua missão.



O evangelho está se tornando um ajuntamento de sentimentos, sensações, experiências místicas. Culpo um púlpito que não é exegético e corinhos ingênuos e até tolos. Os muitos corinhos que enxameiam nossa liturgia nos fazem cantar tantas inconveniências que fico abismado que pessoas razoavelmente lúcidas em sua vida secular cantem aquelas letras. Boa parte delas é confusa, sendo difícil ligar uma linha à outra. Pessoas que são professores cantam tantos erros de português, em que “tua” e “sua”, que são pessoas diferentes, se misturam e por vezes nem se sabe quando se fala de Deus ou de alguma outra pessoa. Raramente se fala de Jesus, e quando se fala dá para notar que Jesus é cada vez mais um conceito para dentro qual as pessoas projetam seus sonhos de consumo ou de classe média, que o Redentor e Salvador. A linguagem é horrorosa: mergulhar nos teus rios, beber nos teus rios, voar nas asas do Espírito, subir o monte de Sião, estar apaixonado por Jesus, subir acima dos querubins, uma série de expressões que não fazem sentido algum.



Mas os compositores estão acima da crítica, mesmo quando fazem coisas ridículas, como andar de quatro em público. E quem canta os tais corinhos se sente bem. E também não aceita correção. Quem tenta corrigi-los em suas heresias e tolices é vaidoso, carnal, fossilizado, etc. O que vale não é se o que se canta é certo, mas se faz bem. As pessoas querem se sentir bem e ter alguma experiência. O conteúdo do que se canta é irrelevante.



Sendo honesto: não agüento mais cantar corinhos! Chamem-me de vaidoso ou pernóstico, que não fará diferença, mas a maior parte dos corinhos, mesmo que na nova semântica se chamem pomposamente de louvor, é uma ofensa a quem sabe ler e interpretar um texto e tem uma noção mínima de conteúdo da Bíblia.



“Eu tenho a força”, bradava He-Man. Uma força mística, não divina, mas uma energia cósmica. Parece-me que é essa força espiritual que as pessoas buscam. Eles não querem aprofundamento no evangelho nem estudar a Bíblia. Eles querem sensações e experimentar uma força. O evangelho está se diluindo no esoterismo que grassa no mundo atual.



Esta é uma palavra especial aos pastores e ministros de música, que julgo eu, são as pessoas mais responsáveis pelo que acontece e que podem mudar a situação. Quero alinhavar algumas sugestões e lhes peço, respeitosamente, que pensem nelas.

1. FUJAM DO COPISMO
Chacrinha dizia que “na televisão nada se cria, tudo se copia”. No cenário evangélico também. Há uma usina produtora de corinhos, de forma comercial, que massifica nossas igrejas. Nossos jovens cantam as mesmas coisas vazias em todos os lugares. Em várias igrejas se vê a mesma deselegância de adolescentes robustas, saltitando, num monte de véus, no que pretende ser uma coreografia, mas que mostra gestos descoordenados e deselegantes. Chega a ser triste de ver as pessoas saltitando sem habilidade e com uns gestos que nada têm a ver com o ritmo da música. E a gente fica sem saber o que fazer: se olha as jovens pulando, se pensa no que está cantando, se nota as figuras do multimídia, ou os erros de português das letras, ou ainda o embevecimento do chamado “grupo de louvor”, que volta atrás, repete uma estrofe (quando há estrofe), tremelica a voz, faz ar de quem está sentindo dor.



Mas é o padrão na maior parte das igrejas. Parece um shiboleth. Quem não faz assim corre risco de ser execrado. Porque os detentores da verdade litúrgica inovadora são fundamentalistas: fora do modelo deles não há louvor nem espiritualidade.



Mas eu pergunto: é preciso fazer tudo igual? Convencionou-se que sim, porque ser antiquado é uma ofensa inominável. E para alguns, fora do padrão corinhos e danças tudo é velharia e não há espiritualidade.



Se você é líder e não concorda, diga que não concorda. Não ceda por medo. Há pastores que têm medo de perder o pastorado e cedem a direção do culto aos jovens. Eles cantam, cantam, e depois se sentam e se desligam do resto da atividade, quando não saem do templo. Há um descompasso entre o que se cantou e o que se prega. Porque se canta um evangelho muito diluído. Há pastores que têm medo de perder o rebanho, massificado por este padrão, e o usam. Tenho ido a igrejas em que pastores ficam alheios aos corinhos (recuso-me a chamá-los de “louvor”), mas dizem-me candidamente: “Eu não gosto, mas o pessoal gosta”. Ele deixa de ser o orientador do povo e passa a ser um garçom que serve o que o povo gosta.



Ministro de música também age assim. E também está errado. Se estudou música e passou por um seminário deve ter uma proposta de liturgia menos medíocre e que atenda a todas as faixas etárias da igreja. É sua responsabilidade. Nossos cultos estão sendo empobrecidos pelos corinhos. A música é de baixa qualidade e as letras são aguadas. Os corinhos são cada vez mais efêmeros. Ministro de música, não copie a pobreza musical e intelectual dos corinhos. Pensar não é pecado. E ser inteligente também não é. Se os “levitas” podem discordar dos que chamam depreciativamente de “conservadores”, por que nós, conservadores, não podemos discordar dos “mediocrizadores” da música evangélica?

2. O QUE A BÍBLIA DIZ?
Tudo na igreja deve ser submetido ao crivo da Bíblia, inclusive o que se canta. Os compositores não estão escrevendo uma nova revelação e estão sujeitos ao crivo da Bíblia. Devem ser humildes e não pensarem de si como oráculos de Iahweh. Quem queira subir o monte santo de Sião deve ler Hebreus 12.22-29 e ver que ele é um símbolo do evangelho, da igreja de Deus, e que cada crente já está nele. O monte Sião não tem nada para nós. Quem queira subir acima dos querubins deve ler Isaías 14 e verificar que alguém quis fazer isto no passado e foi expulso do céu. Quem cante “Quero ver a tua face, quero te tocar”, deve se lembrar que Deus disse a Moisés: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Êx 33.20).


As primeiras declarações de fé da igreja foram expressas em cânticos. Muitas afirmações litúrgicas do Novo Testamento foram expressões teológicas que firmaram os cristãos. Lutero firmou a Reforma com suas pregações, seus escritos, mas muito mais com seus cânticos. São cânticos que ficam na mente e muita gente está subindo o monte porque canta isto. A igreja precisa cantar sua fé e sua fé está na Bíblia. Toda letra de cântico deve ser submetida ao crivo bíblico. O certo não é o que a pessoa sente nem se o que ela canta lhe faz bem. O certo é o que está de acordo com a Bíblia.



O conteúdo do evangelho foi muito definido: Cristo crucificado. Mas pouco se cantam Cristo e a sua cruz. Precisamos cantar o ensino da Bíblia. “Doce canto vem no ar com a primavera, Flores lindas vão chegar com a primavera, Lírios, dálias e alecrins, Violetas e jasmins, O sol vai brilhar, passarinhos vão cantar, Com a primavera”. O que isto tem a ver com Cristo, com a salvação, com a segurança dos salvos?



Temos abandonado a Bíblia como fonte de doutrina, trocando-a por revelações e sonhos de gurus. Temo-la abandonado como inspiradora de modelo gerencial para a igreja, assumindo padrões de administração humana. Muita pregação, mesmo com ela sendo lido, é apenas emissão de conceitos culturais, e sendo ela mero pretexto para o discurso. E temo-la deixado de lado como balizadora do que cantamos. A função do cântico não é distrair as pessoas nem fazê-las sentir-se bem no culto, mas ensinar as grandes verdades de Deus. O culto deve ser doutrinador, sim.



Preguei num congresso de jovens em Manaus, e deselegantemente, o dirigente tomou a palavra após minha fala e disse: “Não me interesso por doutrina, e sim por Jesus”. Pedi o microfone de volta e fiz uma pergunta: “Sem doutrina, que Jesus você tem?”.



Com nossos cânticos atuais, não temos Jesus. Em muitos deles temos um espírito de grupo, uma cultura grupal ou um Espírito que mais se parece com a Força de He-Man que com o Espírito Santo. É preciso subordinar tudo ao crivo da Bíblia. O evangelho está se tornando cada vez menos bíblico e mais sentimental. Porque está faltando Bíblia.

3. NÃO DESPREZE SUA HERANÇA TEOLÓGICA E LITÚRGICA
O terceiro aspecto que abordo é este: não despreze sua herança teológica e litúrgica. Há uma tradição que engessa e que fossiliza. Mas há uma tradição que enriquece e que dá balizamento. O evangelho não começou agora. A igreja não surgiu há alguns poucos anos. Os momentos de louvor e adoração não foram criados agora. Muitos deles, no passado, deixaram marcas profundas de avivamentos que impactaram a sociedade.


Até agora caí de tacape e borduna nos corinhos, sem abrir espaço para reconhecer que alguns sejam bons. Foi de propósito. Creio que consegui um pouco de atenção. Creio que há cânticos bons e que trazem conceitos espirituais seguros. São coerentes, biblicamente falando. E respeitam a herança teológica do protestantismo. Porque este critério também tem valor: os cânticos estão reafirmando nossa fé ou modificando a nossa fé? Infelizmente, a maioria me deixa desconfortado: não os canto porque não expressam minha fé, a fé em que fui criado, a “bendita fé de nossos pais”, como diz um hino.


Nós temos um passado e não podemos fugir dele. A ignorância do passado leva a cometer os mesmos erros cometidos. Houve uma longa luta para firmar o cânon do Novo Testamento, e precisamos lembrar que é ele que interpreta o Antigo. Muita gente tem cantado o Antigo Testamento, mas nós somos cristãos. Nós cantamos a fé em Cristo. Se o Antigo Testamento é pregado, deve ser interpretado pelo Novo. Se o Antigo é cantado, deve ser interpretado pelo Novo. Estão querendo rejudaizar o evangelho, questão que a igreja já resolvera em Atos 15 e contra a qual Paulo escreveu a sua mais dura carta, a epístola aos gálatas. Somos filhos do Novo Testamento, e não do Antigo. Somos filhos dos evangelhos e das epístolas, e não de Salmos, embora Jesus os usasse. Mas seu próprio jeito de usar os salmos nos orienta: ele os reinterpretou em sua pessoa. Cantemos Jesus, cantemos a fé cristã e não meras sensações, cantemos a cruz, o túmulo vazio, o perdão dos pecados. Cantemos a Igreja, e não Israel. Somos cristãos e não judeus. Cantemos que “a cruz ainda firme está e para sempre ficará”.



Somos salvos pela graça por meio da fé em Cristo. Não somos salvos pelo Espírito Santo nem por uma experiência litúrgica. O Espírito é uma pessoa e não sensações: “O Espírito Santo se move em você com gemidos inexprimíveis” é algo sem sentido. Ele geme por nós, em oração, com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). Mas não se move dentro de nós, com gemidos. O ponto central do evangelho é Cristo e sua cruz. Este é nosso tesouro teológico, herança à qual devemos nos agarrar. Qualquer cântico que deslustre isto, que diminua Jesus, que esmaeça a cruz, é blasfêmia. Não quero cânticos de auto-ajuda. Quero Jesus e sua cruz. Quem tem Jesus não precisa de muletas emocionais. Quero cânticos bíblicos, de acordo com a fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd 3).

CONCLUSÃO
Sei que foi uma palestra dura. Não vou me desculpar porque o que eu disse é o que eu creio. Sim, estou cansado da ditadura litúrgica que me parece associada a um fundamentalismo: só nós sabemos o que é espiritual e vocês estão fora, são do passado, são frios, são formais. Eu me recuso a cantar bobagens com roupagem espiritual. E desafio vocês a restaurarem a liturgia com conteúdo, com ensino. Desafio-os a não cederem à força da pobreza litúrgica que nos avassala.


Há algo mais comovente e com mais conteúdo que “Castelo Forte”, “Aleluia”, “Amazing Grace”? Por que a ditadura dos corinhos? Por que, no natal, sou obrigado a cantar que quero voar nas asas do Espírito? Que os compositores de corinhos componham música de boa qualidade com letras de conteúdo, e ajustada às épocas, também. Os corinhos são monocromáticos. Dizem sempre a mesma coisa. Nunca ouvi um exortando à confissão de pecados, falando do natal, da dedicação de crianças, da semana da paixão, de missões, da Bíblia como Palavra de Deus. Tudo é igual: louvar, adorar, contemplar, sentir-se bem. Não permitam a monocromia, que é sinal de pobreza.



Escrevi, tempos atrás, um artigo intitulado “Quero uma igreja velha”. Esta palestra é um desabafo e um pedido de ajuda: “Socorro, quero um culto velho”. Com a Bíblia exposta, com solenidade, com cânticos com nexo, com os grandes hinos de nossa fé, com Cristo e sua cruz brilhando. Sim, estou cansado da liturgia atual, que é pobre e alienante.


 Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para o Encontro de Músicos, na PIB de Manaus

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Em vez de um SHOW!

Mais uma música de protesto contra a palhaçada do mundo gospel atual...


A seguir, a tradução da música:


Em vez De Um Show
Eu odeio todo o seu show e pretensão
A hipocrisia do seu louvor
A hipocrisia de seus festivais
Eu odeio todo o seu show


Longe da sua adoração barulhenta
Longe dos seus hinos barulhentos
Eu tapo meus ouvidos quando você
os canta
Eu odeio todo o seu show


Em vez disso, deixe que seja uma inundação
de justiça
Um processo sem fim de retidão
Vivendo, vivendo
Em vez disso, deixe que seja uma inundação
de justiça
Em vez de um show


Seus olhos estão fechados quando você ora
Você canta certinho com a banda
Você lustra seus calçados para os serviços
Mas tem sangue em suas mãos


Você virou as costas para o desabrigado
E aqueles que não se encaixam nos seus planos
Terminam fazendo jogos da religião
Tem sangue em suas mãos


Ah! Vamos discutir isso
Se seus pecados são sangue vermelho
Vamos discutir isso
Vocês serão brancos como as nuvens
Vamos discutir isso
Acabam se fazendo de tolos


Dê amor para aqueles que não conseguem amar
Dê esperança para aqueles que não tem
Erga aqueles que não conseguem se erguer
Em vez de um show
Eu odeio todo o seu show

O show tem que parar. Voltemos ao Evangelho!

Amém?

sábado, 15 de janeiro de 2011

É proibido pensar?

Sobre a música de protesto:

São canções que servem para "abrir os olhos das pessoas" para os problemas da atualidade: como guerras, fomes, miséria, imperialismo, preconceito e opressão. Elas foram muito divulgadas durante a ditadura militar brasileira (década de 60 e 70 do século XX)

Apresentamos para vocês uma música de protesto. Não, não vamos mostrar nenhuma canção de Chico Buarque ou de Geraldo Vandré, mas de um cantor evangélico que denuncia muitas das bobagens que estão no mundo "Cospil" (Gospel) contemporâneo.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

7 passos para fazer sucesso na música gospel.

Perceba, caro público ledor, que as canções de maior sucesso da atualidade apresentam estes temas que serão expostos abaixo. Voltemos a cantar verdadeiros "hinos ao nosso Deus" (Sl 40.3)




1. Use Expressões Chorosas

Sabe aquele tipo de musica que a pessoa diz: “De ti dependo”, “Sou todo teu”, “Tu és minha vida” Pois bem. Coloque na sua música. Isso causa um efeito e tanto!

2. Escreva palavras em hebraico

Palvras como “shekinah”, “yeshua”, “Icabode”… Entre outras coisas. Isso tá em alta. Todo mundo gosta e até se arrepia!

3. Minta pra Deus
Coisas do tipo: “Deixo tudo de lado para te seguir”, “Vim aqui só pra te ouvir”, “Nada mais me importa que não seja o teu querer”… Isso então nem se fala, todo mundo ama essas mentiras!

4. Trechos da Bíblia
Cite textos fora de contexto: tipo: “Me dê filhos senão morro”, “Nos seus olhos há fogo”, “Eu sou do meu amado”, “Toque na ponta do altar”… Use e abuse disso, ninguém lê a Bíblia mesmo.

5. Palavras do tempo
Não esqueça que estamos em período de estiagem: Palavras como “chuva”, “faz chover”, e ”chovendo” estão na moda hoje. E “enriquece” o vocabulário. (Para agradar a um público maior não se esqueça de falar também do “fogo”. A cada três músicas de água invente sempre uma com fogo! Deve ser por isso que o tal avivamento nunca chega, pois a chuva apaga o fogo!)
PS: Palavras como “prosperidade” e “promessa” também causa um efeito muito bom. Experimente!

6. Super Poderes

Pegue uma passagem única da Bíblia como, por exemplo, a abertura do Mar Vermelho ou então quando Jesus andou sobre as águas e diga que aquilo vai acontecer de novo, como se Deus ficasse repetindo milagres conforme a humanidade ordenasse! Diga que o fogo não queima, a água não afoga, as quedas não quebram… a graça de Deus é multiforme, mas o povo não está nem aí para saber o que é isso: prefere acreditar em qualquer mentira mesmo!

7. Repetições
Depois da música feita. Veja qual parte tem a melhor melodia e melhores palavras e fique repetindo várias vezes.
Não esqueça do Blog Profetirando quando estiver fazendo sucesso, tá? Abraços!

FONTE: Blog Profetirando





segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Maquiavelismo Gospel.


É fato notório que filósofos, amantes do pensamento e até leigos em assuntos filosóficos conhece a famosa frase do pensador renascentista Nicolau Maquiavel: “os fins justificam os meios”. A conhecida frase que diverge em suas interpretações e pontos de vista próprios de cada intérprete faz-se pensar sobre a explicação mais utilizada sobre essa célebre expressão e assim concluindo que este pensamento está alojado na maioria das propostas e dos métodos utilizados por muitas igrejas em nossos dias.
            Nestes dias hodiernos, os quais a Bíblia garante que o quadro clínico espiritual seria grave, muitos lobos cruéis entram no meio do rebanho (cf. At  20.29), propagando seus próprios ensinamentos, doutrinas de demônios,falsos  evangelhos e falácias doutrinárias (cf. Gl 1.8, 1 Tm 4.1, 2 Tm 4.3, Tt 1.14), esquecendo-se, assim,  da cruz, do calvário, do combate ao pecado, da santificação e da volta de Jesus (cf. 2 Tm 4.4), acarretando num grande número de pessoas persuadidas e enganadas que se distanciam cada vez mais das verdades bíblicas (2 Pd 2.2).
            É deveras preocupante ver as multidões procurando um evangelho fácil, o qual predomina em muitos púlpitos que são dirigidos por líderes que seguem à risca o pensamento maquiavélico, uma vez que o importante é a quantidade e o grande crescimento numérico de membros de suas igrejas, e não a conversão verdadeira das pessoas. O pensamento vigente é: ter um tremendo crescimento mediante a apresentação de um evangelho de facilidades e entretenimento, promovendo shows gospel, fãs clube e atrativos fáceis, um evangelho de verdades omitidas e encobrimentos de erros, onde os pregadores “passam as mãos” na cabeça das pessoas e não denunciam o pecado, ocasionando num imenso desenvolvimento numérico, porém sem qualidade e morto espiritualmente. Definitivamente, líderes que usam meios que deturpam o evangelho de Cristo a fim de que haja um grande número de “conversões”, perderam a visão espiritual do Reino de Deus.
            Muitos meios utilizados para alcançar o maior número de pessoas, desfiguram o foco da Igreja. Por exemplo, lugares onde deveriam ser casa de oração (cf. Mt 21.13) estão se transformando em palcos de shows, com luzes, fumaça, danças, empurra-empurra e pula-pula, sendo uma verdadeira bagunça, fugindo totalmente daquilo que a Bíblia propõe (1 Co 14.40). Segundo Romanos 12.1, “Rogo-vos, pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional”, entende-se que não é questão de ser extremista, mas  de expor a realidade de muitas igrejas hodiernas que estão distantes daquilo que foi proposto por Cristo Jesus.  Cultos onde não há mais exposição da Palavra de Deus, pois as músicas antropocêntricas e canções intermináveis tomam conta de toda a liturgia, e na euforia momentânea, muitas pessoas choram e imaginam estarem vivendo um grande avivamento, no entanto, após o “culto”, chegando às suas casas, não conseguem se desprender das coisas desta vida, não têm uma vida de oração e meditação nas Sagradas Escrituras e tampouco conseguem vencer o pecado, pois não experimentaram um autêntico avivamento, que só pode ser originado da Palavra de Deus.
            Hoje em dia, diz-se que é preciso criar atrativos para atrair o povo, principalmente os jovens, trazendo novidades que acabam modificando o evangelho para uma versão mais agradável e aceitável, um “evangelho fácil” de benefícios, bênçãos sem fim, prosperidade, bens terrenos e divertimentos. Isso, porém, não é evangelho cristocêntrico e nem bíblico, pois a decisão por Cristo não deve ser motivada por nenhum interesse próprio ou benefício, mas pelo verdadeiro arrependimento, conversão, regeneração e santificação, obras peculiares realizadas pelo Espírito Santo, aquele que convence o homem do pecado (cf. Jo 16.8). O meio mais eficaz a fim de se achegar a Deus continua (sempre continuará) sendo Jesus Cristo, pois Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”, Jo 14.6. O único meio, portanto, que leva o homem ao céu e o aproxima de Deus chama-se Jesus Cristo, o mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5).
No amor de Cristo.

Thiago Vargas de Mello